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Última Atualização: 3/9/2010
   
 






 
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28/4/2010
Comércio eletrônico  

A tecnologia vem modificando tradições e não seria diferente com o setor de vendas. Hoje, o mercado é digital e os consumidores estão 24 horas em busca de produtos que satisfaçam suas necessidades de forma simples e rápida. O gestor da Bolsa de Negócios do Sebrae/RJ, Marcos Gentil acredita nas oportunidades e potencialidades do comércio eletrônico, principalmente para micro e pequenas empresas (MPE’s). “A internet tem permitido que as empresas nascidas de pequenos negócios familiares ganhem projeção nacional em menos de cinco anos”, destacou Gentil.
 
Segundo dados levantados pelo Sebrae, em 2009 o número de consumidores brasileiros que adquiriram algum tipo de produto ou serviço por meio da internet chegou a 17, 6 milhões, um salto de 60% em comparação com 2001. Isso significa faturamento de R$ 10,6 bilhões, 30% a mais se comparado à 2008. “Esse boom se deve, principalmente, por conta do número crescente de pessoas das classes com menor poder aquisitivo que hoje têm acesso à internet”, explicou Gentil.
 
Para o gestor, a internet oferece diversas possibilidades de crescimento e fortalecimento para MPE’s. “Mas para usufruir dessas oportunidades, o empresário tem que se preparar corretamente para atender as demandas. Não adianta colocar um site no ar, mas não se dedicar a cuidar dele”, pontuou Gentil, que realçou: “É importante indicar que, hoje, os brasileiros são os que ficam mais tempo conectados, cerca de 40h/mês, passando à frente inclusive dos EUA”.
 
O uso de redes sociais, como Facebook, Orkut e Twitter, também foram citadas pelo gestor como ferramentas importantes para o crescimento das empresas. “Essas redes são muito eficazes na construção de marcas, pois atinge consumidores em horários e locais que outras mídias estão pouco presentes”, argumentou Gentil, que deixou dicas para os empresários ingressarem no comércio eletrônico: “Planeje o que e como você pretende posicionar seu produto/serviço na internet e não economize nos itens de segurança do site”, apontou o consultor.
 
Comércio eletrônico – É a compra e venda de produtos e serviços utilizando ferramentas de tecnologia da informação. Foi exatamente pelo meio virtual que o empresário José Francisco Medeiros fechou negócio com um cliente finlandês. A comercialização de um chalé em Penedo foi iniciada pela internet: “O cliente acessou o site da Planimóvel e se interessou pelo empreendimento. Trocamos alguns e-mails e, em seguida, ele designou uma pessoa para finalizar a compra conosco no Brasil. O comércio eletrônico é, sem dúvidas, animador”, entusiasmado o empresário.
 
José Francisco contou ainda que nos relatórios de acesso ao site de sua empresa constam visitas de internautas do mundo inteiro. Segundo ele, já está se tornando comum a venda de imóveis pela internet para clientes que estejam fora do país e mais: “Administramos imóveis de brasileiros que moram fora do país e de estrangeiros que já estiveram na região, investiram, e retornaram aos seus países como um italiano, que acompanha as transações dos seus imóveis pela internet”, contou o empresário.
 
Gentil explicou que são inúmeras as vantagens desta nova modalidade de comercialização: “Sua loja ficará aberta 365 dias, por ano, 24 horas por dia; Este tipo de serviço permite oferecer maior variedade pelos melhores preços. O raio de reconhecimento é mundial tanto para captação de novos clientes e de parcerias”, finalizou o gestor.

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